domingo, 28 de novembro de 2010

Meditação Vipassana. Na límpida realidade da vida.





Retiro de Meditação Vipassana inicia hoje em Garopaba SC.
Com Ricardo Sasaki ( Upasaka Dhanapala)

A Meditação Vipassana está inserida na tradição do Budismo Theravada, sendo transmitida pela linhagem milenar monástica nos países budistas no sul da Ásia. Esse ensinamento atemporal de Buda continua fundamental, pois trata de questões essenciais do ser humano.

Em sua transliteração, Vipassana quer dizer “visão clara – profunda” que nos leva, por meio da experiência da percepção direta, à realidade concreta do nosso cotidiano. A sabedoria do budismo nos permite alcançar uma visão límpida das coisas e dos processos, dissolvendo, dessa forma, os véus e as lentes que nos condicionam e escondem a verdade e a essência da vida. A Meditação Vipassana torna-se fundamental para o discernimento da realidade e consequente clareza mental. Além dos conceitos e práticas sobre meditação, o programa da Montanha Encantada...
Leia o programa completo no site da Montanha Encantada:
http://www.yogaencantada.com.br/cursos/2010/meditacao_vipassana.html

Nalanda:
http://nalanda.org.br/retiros/meditacao-yoga-em-garopabasc

Estarei participando novamente deste retiro e por isso ficarei sem postar no blog por algum tempo.

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Intenção Correta

Cetanakaraniya Sutta
Intenção Correta





“Alguém que tenha virtude, não é necessário o pensamento intencional: ‘Que a libertação da ansiedade surja em mim!’ É uma lei da natureza, bhikkhus, que naquele que tem virtude surje a libertação da ansiedade.

“Alguém que está livre da ansiedade, não é necessário o pensamento intencional: ‘Que a satisfação surja em mim!’ É uma lei da natureza, bhikkhus, que naquele que está livre da ansiedade surje a satisfação.

“Alguém que está satisfeito, não é necessário o pensamento intencional: ‘Que o êxtase surja em mim!’ É uma lei da natureza, bhikkhus, que naquele que está satisfeito surje o êxtase.

“Alguém cujo coração está extasiado, não é necessário o pensamento intencional: ‘Que meu corpo se acalme!’ É uma lei da natureza, bhikkhus, que naquele cujo coração está extasiado o corpo é acalmado.

“Alguém cujo corpo está calmo, não é necessário o pensamento intencional: ‘Que eu sinta felicidade!’ É uma lei da natureza, bhikkhus, que naquele cujo corpo está calmo, sente felicidade. [1]

“Alguém que sente felicidade, não é necessário o pensamento intencional: ‘Que a minha mente fique concentrada!’ É uma lei da natureza, bhikkhus, que naquele que sente felicidade, a mente se concentra.

“Alguém com a mente concentrada, não é necessário o pensamento intencional: ‘Que eu conheça e veja as coisas como elas na verdade são!’ É uma lei da natureza, bhikkhus, que uma mente concentrada conhece e vê as coisas como elas na verdade são.

“Alguém que conhece e vê as coisas como elas na verdade são, não é necessário o pensamento intencional: ‘Que eu experimente o desencantamento e o desapego!’ É uma lei da natureza, bhikkhus, que aquele que vê as coisas como elas na verdade são, experimenta o desencantamento e o desapego.

“Alguém que experimenta o desencantamento e o desapego, não é necessário o pensamento intencional: ‘Que eu realize o conhecimento e visão da libertação!’ É uma lei da natureza, bhikkhus, que aquele que experimenta o desencantamento e o desapego, realiza o conhecimento e visão da libertação.

“Portanto, bhikkhus, o desencantamento e desapego possuem o conhecimento e visão da libertação como seu benefício e recompensa, conhecer e ver as coisas como elas na verdade são possui o desencantamento e desapego como seu benefício e recompensa, a concentração possui conhecer e ver as coisas como elas na verdade são como seu benefício e recompensa, sentir felicidade possui a concentração como seu benefício e recompensa, o corpo calmo possui sentir felicidade como seu benefício e recompensa, o coração extasiado possui o corpo calmo como seu benefício e recompensa, a satisfação possui o êxtase como seu benefício e recompensa, estar livre da ansiedade possui a satisfação como seu benefício e recompensa, a conduta com virtude tem a libertação da ansiedade como seu benefício e recompensa.

“Assim, bhikkhus, as qualidades que precedem fluem para as qualidades que sucedem; as qualidades que sucedem conduzem à perfeição as qualidades que precedem - para cruzar desta margem para a outra margem.

Notas:

[1] Uma tradução alternativa para este verso: “Alguém que sinta o corpo confortável e descontraído, não é necessário o pensamento intencional: ‘Eu me sinto tranqüilo e feliz!’ É uma lei da natureza, bhikkhus, que naquele cujo corpo está confortável e descontraído, se sente tranqüilo e feliz.” O corpo calmo ou confortável e descontraído também significa todos os sentidos acalmados.
Os equivalentes em Pali para alguns dos termos:
virtude - sila
ansiedade - kukkucca, um dos cinco obstáculos, nivarana
satisfação - pamujja
êxtase - piti
calma - passaddhi
felicidade - sukha
concentração - samadhi
ver as coisas como elas na verdade são - yatha butha ñanadassana
desencantamento - nibbida
desapego - viraga

Fonte: www.acessoaoinsight.net


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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Ignorância





Ignorância.
Por Ajaan Thanissaro

Avijja, a palavra em Pali para ignorância, é o oposto de vijja, que quer dizer não só “conhecimento” como também “habilidade” – como as habilidades de um médico ou treinador de animais. Assim, quando o Buddha tem como foco a ignorância que causa estresse e sofrimento, dizendo que as pessoas sofrem por não saberem as quatro nobres verdades, ele não está simplesmente dizendo que lhes falta informação ou conhecimento direto de tais verdades. Ele está dizendo também que lhes falta habilidade em lidar com estas. Elas sofrem por não saberem o que estão fazendo.

As quatro verdades são (1) estresse ou sofrimento – que abrange desde a tensão mais sutil até a agonia mais evidente, (2) a causa do estresse ou sofrimento, (3) a cessação do estresse ou sofrimento; e (4) o caminho que leva à cessação do estresse ou sofrimento. Quando o Buda ensinou pela primeira vez tais verdades, ele também ensinou que seu completo Despertar veio de conhecê-las em três níveis: identificá-las, conhecer a habilidade apropriada a cada uma delas, e saber finalmente que ele havia completamente adquirido tais habilidades.

O estresse ou sofrimento foi identificado por ele com exemplos - tais como o nascimento, envelhecimento, doença e morte; lamento, angústia e desespero – resumindo-o como os cinco agregados do apego: apego à forma física, às sensações agradáveis, desagradáveis e nem agradáveis nem desagradáveis; à percepção; às construções mentais; e à consciência sensória. A causa do sofrimento foi identificada por ele como três tipos de desejo: desejo por sensualidade, desejo por assumir uma identidade em um mundo de experiências e desejo pela destruição de uma identidade e seu mundo de experiências. A cessação do sofrimento foi por ele identificada como renúncia e libertação destes três tipos de desejo. E o caminho para a cessação do sofrimento foi por ele identificada como concentração correta acompanhada por sete fatores de suporte: entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, ação correta, meio de vida correto, esforço correto e plena atenção correta.

Estas quatro verdades não são simplesmente fatos sobre o estresse ou sofrimento. São categorias para o enquadramento da nossa experiência de forma que possamos diagnosticar e curar o problema do sofrimento. Por exemplo, em vez de olhar para a experiência sob a perspectiva de um eu ou de um outro, ou sob a perspectiva do que nos agrada ou não, olhamos para ela para ver onde há sofrimento, o que o causa e como dar fim a esta causa. Uma vez dividido o território da experiência desta forma, compreendemos que cada uma destas categorias é uma atividade. A palavra sofrimento pode ser um substantivo, mas a experiência do sofrimento é moldada por nossas intenções. É algo que fazemos. O mesmo valendo para as outras verdades também. Vendo isto, podemos trabalhar o aperfeiçoamento da habilidade apropriada para cada atividade. A habilidade relacionada ao sofrimento é compreender o ponto em que não há mais cobiça, aversão ou delusão ao realizar tais atividades. Para aperfeiçoar tal habilidade, também temos que abandonar a causa do sofrimento, compreender a sua cessação e desenvolver o caminho para a sua cessação.

Cada uma destas habilidades apóia as demais. Por exemplo, quando estados de concentração surgem na mente, não só observamos o seu surgimento e desaparecimento. A concentração é parte do caminho, logo a habilidade apropriada é tentar desenvolvê-la: entender o que vai fazê-la tornar-se mais estável, mais sólida e mais sutil. Ao fazer isso, desenvolvemos os outros fatores do caminho também, até que a ação de se concentrar seja algo como simplesmente “ser”: ser a atenção luminosa, ser o estar presente, ser nada, ser um com a vacuidade.

A partir de tal perspectiva, começamos a compreender níveis de sofrimento nunca notados antes. Ao abandonar os desejos que causam os níveis mais grosseiros, nos tornamos sensíveis aos mais sutis, podendo então abandoná-los também. Vemos mais e mais claramente por que temos sofrido: por não fazer a conexão entre os desejos que nos trazem prazer e o sofrimento que nos perturbava, sem detectar o sofrimento nas atividades que desfrutávamos. Por fim, quando abandonamos as causas para outras formas de sofrimento, começamos a ver que o “ser” na nossa concentração contém também muitos níveis de ação – mais níveis de sofrimento. É então que podemos abandonar qualquer desejo por tais atividades, e o completo Despertar ocorre.

O caminho para este Despertar é necessariamente gradual, tanto porque a sensibilidade necessária requer tempo para se desenvolver, como porque esse caminho envolve o desenvolvimento de habilidades que são abandonadas somente quando elas já tenham desempenhado o seu trabalho. Se abandonarmos o desejo pela concentração antes de desenvolvê-la, nunca traremos a nossa mente para uma posição onde ela possa genuína e completamente abrir mão das formas mais sutis de ação.

No entanto, na medida em que as habilidades convergem, o Despertar que elas nutrem é súbito. A imagem que o Buda emprega é aquela da geologia do litoral indiano: um declive gradual, seguido de uma súbita queda. Após esta súbita queda, não sobra traço do sofrimento mental. É então quando sabemos que nos tornamos um mestre nas nossas habilidades. E é quando realmente compreendemos as quatro nobres verdades.

O desejo, por exemplo, é algo que experimentamos diariamente, mas até que o abandonemos completamente, não o compreendemos realmente. Podemos experimentar o sofrimento por anos sem fim, mas não vamos realmente saber o que é o sofrimento até que o tenhamos compreendido ao ponto em que a cobiça, a aversão e a delusão tenham desaparecido. E mesmo que as quatro habilidades, conforme as desenvolvemos, tragam um sentido ampliado de atenção plena e conforto, não saberemos realmente por que são tão importantes até que tenhamos tido a experiência de onde a completa maestria dessas habilidades pode nos levar.

Pois até mesmo o completo entendimento das quatro nobres verdades não é um fim em si mesmo. Trata-se de um meio para algo muito maior: Nirvana é encontrado no fim do sofrimento, mas é muito mais do que isto. É a liberação total de todos os limitantes de tempo ou espaço, existência ou não-existência – além de toda atividade, até mesmo da atividade da cessação do sofrimento. Como uma vez disse o Buda, o conhecimento que ele adquiriu no Despertar era comparável a todas as folhas de uma floresta, e o conhecimento que ele compartilhou sobre as quatro nobre verdades era comparável a um punhado de folhas. Ele se restringiu a ensinar este punhado pois era o suficiente para levar seus discípulos a seus próprios entendimentos de toda a floresta. Se ele fosse discutir outros aspectos de seu Despertar, isto não teria propósito e até mesmo atrapalharia.

Desta forma, embora o completo conhecimento das quatro nobres verdades – para usar uma outra analogia – é só o barco através do rio, precisamos focar a completa atenção nesse barco enquanto fazemos a travessia. Esse conhecimento não só nos leva ao completo Despertar, mas também nos ajuda a julgar qualquer realização ao longo do caminho. Isso é feito de duas formas. Primeiro, proporcionando-nos um marco para julgar estas realizações: há ainda algum sofrimento na mente? Algum sequer? Caso positivo, não se trata do Despertar genuíno. Em segundo lugar, as habilidades que desenvolvemos nos sensibilizam para todas as ações do simplesmente “ser”, que assegura que os níveis mais sutis de sofrimento não escaparão da nossa atenção. Sem esta sensibilidade, poderíamos tomar um estado de concentração infinitamente luminoso por algo mais do que isso. Mas quando realmente sabemos o que estamos fazendo, reconheceremos o estar livre do fazer quando finalmente o encontrarmos. E quando experimentarmos essa liberdade, saberemos algo mais: que o maior presente que podemos dar aos outros é ensiná-los as habilidades [necessárias] para que eles a encontrem por si mesmos.

Nota: Traduzido do Inglês por Gabriel Laera.
Fonte: www.acessoaoinsight.net







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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

24/11/1859: Publicada a Teoria da Evolução








No ano de 1859 foi dado o mais radical dos golpes contra a "ordem mundial divina". O cientista inglês Charles Darwin publicou Sobre a origem das espécies através da seleção natural, obra na qual ele havia trabalhado por 20 anos. Foram impressos 1.250 exemplares, esgotados já no dia seguinte. A história da criação do mundo proposta por Darwin tornou-se um best-seller da noite para o dia.

Apesar de todos os protestos, a teoria darwiniana impôs-se no meio científico. As provas apresentadas pareciam por demais concludentes para serem contestadas: variação, seleção, estabilização da seleção e, repetidamente, o acaso.

Darwin afirmava que as espécies são criadas e exterminadas a partir do "princípio da tentativa e do erro"; seres vivos superiores desenvolvem-se, assim, a partir de formas menores. A evolução, que tem como base esse princípio, foi também considerada válida para os seres humanos.

Segundo Darwin, não somos nada mais que mamíferos que caminham eretos. O choque do século foi perfeito: o homem deixando de ser a imagem e semelhança de Deus para tornar-se um sucessor do macaco. Na época, Darwin não teve a coragem de dizer isso abertamente, embora certamente deva ter especulado a respeito.

Levado pelo espírito pesquisador de seu tempo, o cientista inglês passou cinco anos dando a volta ao mundo a bordo do navio Beagle. Nessa viagem, recolheu toda gama de informações e observações que depois viriam a ser sistematizadas e categorizadas ao longo de sua vida. Para isso, o pai da Teoria da Evolução examinou as mais variadas formações geológicas, bem como a multiplicidade de organismos e fósseis encontrados nos diversos continentes e ilhas que visitou.

Lei do mais forte

Ao passar pelas Ilhas Galápagos, por exemplo, Darwin anotou em seu diário de pesquisas que em cada ilha do arquipélago havia diferentes espécies de tartarugas, graúnas e tentilhões. Apesar de parentes próximos, os animais encontrados em cada ilha diferenciavam-se no tamanho e na forma de alimentação.

Baseando-se nessa obervação, Darwin concluiu que todas as espécies semelhantes entre si desenvolveram-se a partir de uma origem comum. Esse mecanismo, que leva as espécies a modificarem-se para adaptar-se ao meio ambiente, foi chamado por ele de "seleção natural". Esta seleção faz com que apenas os mais fortes sobrevivam.

Em suas viagens pelo mundo, Darwin chegou à conclusão de que o homem não surgira como criação divina. Mais do que isso, o ser humano foi considerado por ele como produto final – mas ainda provisório – de uma linha de evolução biológica.

A teoria darwiniana questionava assim as explicações bíblicas de criação do mundo descritas no Gênesis. Um deus que faz diversas tentativas, comete erros e, após uma série de tempestades pelo caminho, se vê obrigado a recomeçar tudo de novo, não combinava definitivamente com a imagem do criador todo-poderoso encontrada na Bíblia.

O ateísmo propagado pelo espírito científico abalou os fiéis, para os quais os "hereges" arruinavam o mundo. O clero, no entanto, havia se tornado mais cuidadoso. A Igreja, afinal, já tinha sido obrigada a reconhecer, dois séculos antes, que o Sol realmente não girava em torno da Terra, contradizendo uma ordem do papa e os tribunais da Inquisição. E agora mais esta: Deus não havia criado todos os seres; estes seriam meras obras do acaso!

Darwin roubou do ser humano sua condição especial no universo, colocando-o sob o jugo da biologia. Segundo a teoria darwiniana, também o homem precisa adaptar-se às exigências do habitat natural. A prova disso é que, no correr dos séculos e milênios, ele acabou por modificar-se em função desse meio.

A teoria de Darwin trouxe sérias consequências, acima de tudo para o mundo cristão. No entanto, apesar do progresso científico, não foram derrubadas todas as crenças religiosas que envolvem a criação do mundo.

Criacionismo

Ao contrário disso, nos últimos anos tem crescido o número de fundamentalistas religiosos que crêem na veracidade absoluta das palavras bíblicas em todos os sentidos.

Nos Estados Unidos, os chamados criacionistas declararam guerra à "teoria do macaco" de Darwin, desde sua publicação. E com sucesso. A influência dessa corrente faz com que em alguns Estados norte-americanos o criacionismo seja ensinado nas escolas.

Ainda hoje, é terminantemente proibido em alguns Estados do país a simples menção nas escolas da existência da Teoria da Evolução de Darwin. Em seu lugar, ensina-se dogmaticamente uma interpretação literal da teoria da criação presente na Bíblia.

Entretanto, como a origem do mundo e do ser humano vai além das rivalidades entre cientistas, a controvérsia entre evolucionistas e criacionistas acabou por atingir a esfera política e social. O presidente norte-americano, George W. Bush, defendeu durante sua campanha eleitoral no ano 2000 um tratamento igualitário das duas correntes nas escolas norte-americanas.

O interesse de Bush estava provavelmente atrelado ao fato de que 45% dos cidadãos do país afirmam acreditar no criacionismo. Observe-se aqui que até mesmo o papa João Paulo 2º anunciara em Roma, em 1996, que a Teoria da Evolução de Darwin seria compatível com a fé cristã.

Fonte: DW- WORD.DE -Deutsche welle
http://www.dw-world.de

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