segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Uma Mente Dispersa Não é uma Mente Feliz





As pessoas gastam quase metade do tempo em que estão acordadas pensando em alguma outra coisa do que aquilo que estão fazendo, e essa dispersão mental tipicamente traz a infelicidade. Isso é o que foi verificado num estudo que usou um aplicativo para o iPhone para colher 250.000 dados sobre os pensamentos, emoções e ações dos participantes durante a sua rotina diária.
A pesquisa conduzida pelos psicólogos Matthew A. Killingsworth e Daniel T. Gilbert da Harvard University, foi descrita na revista Science do mês de Novembro de 2010.
"A mente humana é uma mente dispersa e uma mente dispersa é uma mente infeliz," relatam Killingsworth e Gilbert. "A habilidade de pensar sobre o que não está acontecendo é um grande avanço cognitivo mas que tem um custo emocional."
Ao contrário de outros animais, os humanos gastam muito tempo pensando sobre coisas que não estão acontecendo à sua volta: contemplando eventos que aconteceram no passado, que podem acontecer no futuro, ou que nunca acontecerão. Na verdade, parece que a mente dispersa é o modo de operação automático do cérebro humano.
Para avaliar esse comportamento, Killingsworth desenvolveu um aplicativo para o iPhone que contatava 2.250 voluntários em intervalos aleatórios perguntado-lhes quão felizes se sentiam, o que estavam fazendo naquele momento e se estavam pensando sobre a atividade que estavam realizando ou sobre qualquer outra coisa - e, neste caso, se era um pensamento agradável, neutro ou desagradável.
Os participantes podiam escolher de uma lista de 22 atividades gerais como caminhando, comendo, comprando ou assistindo televisão. Em média os respondedores relataram que as suas mentes estavam divagando em 46.9% do tempo e que nada menos do que 30% durante qualquer tipo de atividade exceto na relação sexual.
"A dispersão mental parece estar presente em todas atividades," diz Killingsworth, que estuda para o doutorado em Psicologia na Harvard. "Este estudo mostra que as nossas vidas estão impregnadas, num grau significativo, pela não-presença."
Killingsworth e Gilbert, que é professor de psicologia na Harvard, descobriram que as pessoas se sentiam mais felizes numa relação sexual, se exercitando ou conversando. Elas se sentiam menos felizes descansando, trabalhando ou usando um computador.
"A dispersão mental é um indicador excelente para predizer a felicidade das pessoas," diz Killingsworth. "Na verdade, a freqüência que as nossas mentes abandonam o presente e para onde tendem a ir é um melhor indicador para predizer a nossa felicidade do que as atividades com as quais nos ocupamos."
Os pesquisadores estimaram que apenas 4,6% da felicidade de uma pessoa num determinado momento podia ser atribuída a uma atividade específica que ele ou ela estavam desempenhando, enquanto que o estado de dispersão mental respondia por cerca de 10,8% da sua felicidade.
Análises de "intervalo causa-efeito" (time-lag) conduzidas pelos pesquisadores sugerem que a dispersão mental dos participantes era em geral a causa, não a conseqüência, da sua infelicidade.
"Muitas tradições religiosas e filosóficas ensinam que a felicidade pode ser encontrada ao viver no momento presente e os praticantes são treinados a evitar a dispersão mental e 'permanecer no aqui e agora,'" relatam Killingsworth e Gilbert na revista Science. "Essas tradições sugerem que uma mente dispersa é uma mente infeliz."
Essa nova pesquisa, dizem os autores, sugere que essas tradições estão corretas.
Os 2.250 participantes no estudo de Killingsworth e Gilbert tinham entre 18 e 88 anos, com uma ampla diversidade sócio-econômica e de ocupações, sendo que 74% dos participantes eram americanos.
Mais de 5.000 pessoas estão agora usando o aplicativo para o iPhone que está disponível para download no site www.trackyourhappiness.org.

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Location:Jaraguá do Sul,Brazil

domingo, 21 de agosto de 2011

A Meditação Contribui Para Decisões mais Sábias:





Não é segredo que os seres humanos não respondem de modo inteiramente racional quando se trata de avaliar recompensas. Por exemplo, podemos nos sentir perfeitamente satisfeitos com quanto ganhamos até descobrir o salário do colega no cubículo ao lado.
Mas um novo estudo sugere que as pessoas que praticam a meditação Budista com regularidade, na verdade processam essas situações sociais corriqueiras de modo distinto - e os pesquisadores têm as imagens do cérebro para provar isso.
Ulrich Kirk e mais um grupo de colaboradores do Baylor Medical College em Houston, Texas, convidaram para o estudo 26 meditadores budistas experientes e 40 voluntários para controle, para participar numa conhecida experiência conhecida como Ultimatum Game. O experimento consiste no seguinte:
Uma pessoa tem uma certa quantia de dinheiro para ser dividida com outra pessoa. No experimento as duas pessoas interagem para decidir como dividir o montante em dinheiro. O primeiro jogador propõem como dividir o dinheiro e o segundo pode aceitar ou rejeitar a proposta. Se o segundo jogador rejeitar a proposta por ser demasiado mesquinha - o que acontece com surpreendente freqüência - nenhum deles recebe nada. Se o segundo jogador aceitar a proposta então o dinheiro será dividido de acordo com o que foi proposto.
A decisão mais racional é aceitar qualquer oferta que seja proposta, porque obter algo é melhor do que não obter nada, mas o Ultimatum Game sugere que, para muitas pessoas, a emoção ganha da razão. Ser tratado de forma justa é mais importante do que obter um ganho financeiro.
Os participantes no jogo tinham que dividir US$ 20 entre si. Quando as ofertas eram exageradamente assimétricas (mantendo US 19 para si mesmo e oferecendo apenas US$ 1 para o outro), 72% dos participantes do grupo de controle recusaram a oferta, significando que ambos participantes saíram de mãos vazias. Mas quando os meditadores jogaram, apenas 46% rejeitaram esse tipo de oferta tão injusta. Mais da metade estavam dispostos a aceitar qualquer coisa que fosse oferecida.
Os participantes jogavam o jogo deitados dentro de uma máquina de MRI funcional permitindo que os pesquisadores observassem quais áreas do cérebro eram ativadas ao responderem às ofertas monetárias. Da mesma forma que já havia sido observado em outros experimentos com o Ultimatum Game, a área do cérebro ativada quando os participantes do grupo de controle foram confrontados com uma oferta injusta foi a insula anterior, uma área conectada às emoções de aversão/repulsa.
Mas os cérebros dos meditadores reagiram de uma maneira bastante diferente, ativando áreas do cérebro associadas com a representação do estado interior do corpo - "interoception". Na verdade, os pesquisadores encontraram muita pouca coisa em comum na resposta neurológica dos dois grupos.
Kirk, que recrutou os meditadores participantes do estudo no Houston Zen Center e outros grupos Budistas locais, queria explorar um mecanismo para controlar as emoções, diferente daqueles que em geral são estudados na neurociência cognitiva.
"Para nós parecia que um modo mais ecológico de fazer isso seria observar os efeitos da atenção plena," ele diz. "A atenção plena, ao contrário do controle das emoções, é o emprego de um ponto de vista externo em relação à própria experiência, ao invés de modificar o seu conteúdo, (por meio da distração), ou o seu contexto, (através da recomposição)."
Kirk, que agora é professor pesquisador assistente junto ao Human Neuroimaging Laboratory na Virginia Tech, diz que apesar do comportamento dos meditadores parecer em geral ser mais "racional" do que a maioria do grupo de controle, eles não empregaram o cortex pré-frontal dorso-lateral, a parte do cérebro em geral associada ao raciocínio frio e calculista.
Ele também entrevistou informalmente muitos dos meditadores depois deles serem submetidos ao MRI (participarem do jogo). "Eles relataram que as ofertas na verdade não pareciam injustas, ou melhor dizendo, que 'diferença' não equivale a injustiça," diz Kirk. "Foi como se a percepção da diferença provocasse menos reação nos meditadores."
Além de Ulrick Kirk, Read Montague, professor de física na Virginia Tech e Jonathan Downar, professor assistente junto à Neuropsychiatry Clinic e o Centre for Addiction and Mental Health na University of Toronto também participaram do estudo.
O estudo foi publicado na edição de Abril de 2011 da Frontiers in Decision Neuroscience.

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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Protesto Silencioso.




Um protesto silencioso contra a violência

"Protesto silencioso Thich Quang Duc, nascido em 1897, foi um monge budista vietnamita que se sacrificou até a morte numa rua movimentada de Saigon em 11 de junho de 1963. Seu ato foi repetido por outros monges. Enquanto seu corpo ardia sob as chamas, o monge manteve-se completamente imóvel. Não gritou, nem sequer fez um pequeno ruído. Thich Quang Duc protestava contra a maneira violenta que a sociedade oprimia a religião Budista em seu país. Após sua morte, seu corpo foi cremado conforme à tradição budista. Durante a cremação seu coração manteve-se intacto, pelo que foi considerado como quase santo e seu coração foi transladado aos cuidados do Banco de Reserva do Vietnã como relíquia."

Fonte: http://luizbudhisth.blogspot.com/2009/11/um-protesto-silencioso-contra-violencia.html

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Location:Via de Acesso Aeroporto de Congonhas,Sao Paulo,Brazil

domingo, 3 de julho de 2011

IV Visita de Sua Santidade o Dalai Lama ao Brasil





Dia 15, quinta-feira, das 14h30 às 16h
Palestra de Sua Santidade o Dalai Lama dirigida às lideranças empresariais:
Nova Consciência nos Negócios – Valores para um Mundo Sustentável – Um Movimento de Transformação
Composição da mesa: Dra. Cristiane Bomeny e Dr. Ozires Silva.
Local: Teatro WTC – localizado no São Paulo World Trade Center
Av. das Nações Unidas, 12.551
Ao lado da Ponte Estaiada - Brooklin Novo - São Paulo, SP.

O mundo econômico revela nosso nível de consciência, visto que diante da realidade da interdependência nada se desenvolve ou expressa de maneira isolada. As mudanças das últimas décadas e o conhecimento sobre a dinâmica das forças ambientais requerem uma nova postura, capaz de gerar comprometimento com os princípios da co-responsabilidade. O espírito das novas soluções econômicas assinala a necessidade de uma união entre percepção sistêmica, valores universais e práticas comerciais.

Cristiane Bomeny formou-se em Medicina, em Denver, Colorado, USA, e doutorou-se em Naturopatia, Homeopatia e Interação Medicamentosa, pelo S. College of Naturopathy, Arkansas, USA. Voltada para a pesquisa em prevenção e manutenção da Saúde, desenvolveu uma solução revolucionária, concebida como “Medicina Progressiva”, que resultou na fundação da empresa Geraluz. Possui ampla experiência empresarial no desenvolvimento de projetos e empreendimentos nos Estados Unidos, Brasil, Caribe e Europa. Viveu, estudou e pesquisou suas áreas de interesse na Índia, Nepal e Tailândia.

Ozires Silva iniciou sua carreira como Oficial Aviador da Força Aérea Brasileira e graduou-se em Engenharia Aeronáutica pelo ITA - Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Iniciou projetos de aviões que justificaram a criação da EMBRAER - Empresa Brasileira de Aeronáutica, cuja equipe de constituição liderou. Presidiu a empresa desde sua fundação em 1969 até sua privatização em 1994, participando das iniciativas que a levaram ao seu sucesso no mercado mundial. Foi Presidente da PETROBRAS e da VARIG e Ministro de Estado da Infra-Estrutura. Participa de várias entidades de classe empresariais e preside ou é membro de vários Conselhos de Administração de empresas ou instituições. Tem se dedicado à Educação no Brasil e é Reitor da UNIMONTE.



Dia 16, sexta-feira, das 9h às 15h30
Diálogo de Sua Santidade o Dalai Lama com pesquisadores estrangeiros e brasileiros em torno dos estados de consciência e os conhecimentos a cerca das práticas contemplativas, como a meditação, e seus efeitos no cérebro.
Simpósio Estados de Consciência: Encontro entre o Saber Tradicional e o Científico.
Local: Golden Hall do São Paulo World Trade Center.
Avenida das Nações Unidas, 12.551 - Brooklin Novo - São Paulo, SP

Sessão matutina: Acessando os Estados de Consciência

9h às 9h10 – Sumário e histórico do encontro - Dr. Luiz Eugênio A. M. Mello - Universidade Federal de São Paulo (moderador para a sessão matutina)
9h10 às 9h20 – Apresentação de Sua Santidade o Dalai Lama e conferencistas da manhã - Dr. Luiz Eugênio A. M. Mello
9h20 às 9h35 – Cerimônia de Abertura com a presença do Dr. Claudio Lottenberg - Presidente do Hospital Albert Einstein; Dr. Walter Manna Albertoni - Reitor da Universidade Federal de São Paulo.
9:35 às 9:55 – Estado mínimo de consciência – implicações clínicas - Dra. Caroline Schnakers - University of Liége, Belgium
9h55 às 10h15 – Estado mínimo de consciência – pesquisas com neuroimagem - Dr. Adrian Owen - University of Cambridge, England
10h15 às 11h30 – Estados mínimos e pouco usuais de consciência - Observações de Sua Santidade o Dalai Lama com participação do Geshe Lobsang Tenzin Negi seguidas de diálogo.

Sessão vespertina: Práticas Contemplativas, Cérebro e Emoções

13h30 às 13h40 – Apresentação dos conferencistas da tarde - Dra. Elisa H. Kozasa - Instituto do Cérebro/Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein e Universidade Federal de São Paulo (moderadora para a sessão vespertina).
13h40 às 14h00 – Plasticidade cerebral, cognição e emoções - Dr. Edson Amaro - Universidade de São Paulo e Instituto do Cérebro/ Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein.
14h00 às 14h20 – Aplicações clínicas de práticas contemplativas - Dra. Tamara Russell - King's College London - England.
14h20 às 14h45 – Práticas contemplativas para o desenvolvimento de emoções positivas - Geshe Lobsang Tenzin Negi
14h45 às 15h30h –Neuroplasticidade e práticas contemplativas – Observações de Sua Santidade o Dalai Lama seguidas de diálogo.


Adrian Owen é neuropsicólogo, com doutorado pelo Instituto de Psiquiatria de Londres. Nos últimos 20 anos seus testes psicológicos tem sido utilizados em mais de 600 publicações científicas sobre doenças neurológicas e psiquiátricas, incluindo Mal de Parkinson, Alzheimer, Depressão, Esquizofrenia, Autismo e outras. Trabalhou no Canadá (Cognitive Neuroscience Unit do Montreal Neurological Institute, McGill University) onde publicou artigos sobre vários temas, principalmente memória operacional. Iniciou o programa de neuroimagem do Cognition and Brain Sciences Unit no Medical Research Council, em Cambridge, onde foi nomeado Diretor Assistente em 2004. Em 2010, mudou-se novamente para o Canadá, onde é responsável pelo Excellence Research Chair in Cognitive Neuroscience and Imaging da Universidade de Western Ontario. Publicou mais de 170 trabalhos científicos, incluindo o primeiro artigo da revista Science mostrando que é possível se comunicar com pessoas em estado minimamente consciente.

Caroline Schnakers é neuropsicóloga, formada pela University of Liège e trabalha com o Coma Science Group desde 2002. Esteve envolvida em validação e treinamento da Escala de Recuperação de Coma na rede Belga para estudo de estado vegetativo e minimamente consciente. Desenvolveu um DVD educativo (disponível sem custos) em como avaliar alterações crônicas de consciência. Ela é especialista em eletrofisiologia e investiga a detecção de sinais de consciência em sobreviventes ao coma. Pós-doutorada pelo JFK Johnson Rehabilitation Institute and New Jersey Neuroscience Institute de Edison , New Jersey, EUA. Faz parte da equipe que investiga técnicas de comunicação com pacientes em estados minimamente conscientes.

Edson Amaro Júnior é graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com especialização em neurorradiologia. Doutor e livre-docente pela mesma instituição. Pós-doutorado no Instituto de Psiquiatria de Londres em técnica de ressonância magnética funcional. Atualmente é coordenador do Instituto do Cérebro do Hospital Albert Einstein e coordenador do Grupo de Neuroimagem funcional da FMUSP. É neurorradiologista do Instituto de Radiologia do HC/FMUSP e do Centro Diagnóstico de Imagem do Hospital Israelita Albert Einstein. É autor de mais de 100 artigos científicos, principalmente utilizando imagens de ressonância magnética funcional para estudo cerebral em diversas condições.

Elisa Harumi Kozasa é uma das pioneiras nas pesquisas sobre os efeitos de práticas contemplativas para a saúde no Brasil. É formada em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo. Seus mestrado e doutorado foram realizados no Depto. de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo. Participou como Research Fellow do Mind and Life Summer Research Institute. Em 2006 participou do diálogo com o Dalai Lama sobre Ciência e Espiritualidade. É pesquisadora visitante do Instituto do Cérebro do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein e realiza pesquisas no Depto. de Psicobiologia da UNIFESP. É instrutora de Aikido 5º Dan faixa preta. Possui certificação internacional como instrutora do programa Cultivating Emotional Balance, tendo sido treinada por Paul Ekman e Alan Wallace.

Geshe Lobsang Tenzin Negi é professor do Departamento de Religião da Emory University e diretor da parceria Emory–Tibet. É também co-diretor do Robert A. Paul Emory-Tibet Science Initiative. Depois de estudar no Institute of Buddhist Dialectics, obteve o doutorado no Emory Institute of Liberal Arts. Atua como elo entre a Emory e instituições tibetanas de ensino superior, e tem desempenhado papel chave no estabelecimento das filiações entre a Emory University e o Institute of Buddhist Dialectics, a Library of Tibetan Works and Archives, e o Mosteiro Drepung Loseling. Ministra cursos sobre psicologia e filosofia budista, medicina mente/corpo, e a interface entre o pensamento budista e a ciência modera. Ele também conduz uma série de estudos científicos sobre a meditação da compaixão. É fundador e diretor espiritual do Mosteiro Drepung Loseling de Atlanta.

Luiz Eugênio Mello é graduado em Medicina pela Escola Paulista de Medicina (EPM), mestre e doutor em Biologia Molecular pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), pós-doutorado em neurofisiologia pela University of California, Los Angeles. Professor Titular de Fisiologia da EPM/UNIFESP. Membro Titular das Academias de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP) e do Brasil (ABC). Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico na classe Grã-Cruz. Especializa-se e atua profissionalmente nas seguintes áreas: neurociências, mecanismos básicos da acupuntura, terapias celulares, epilepsia, doenças neurodegenerativas, gestão de ciência e tecnologia.

Tamara Russell é doutora em Psicologia e Psicóloga Clínica, com mestrado em Neurociência e especialização em Intervenções com Base em Atenção Plena para populações psiquiátricas e saudáveis. É membro da Organizational Cognitive Neuroscience Association e da British Neuroscience Society, co-editora da publicação Methods in Mind (MIT), bem como professora convidada da Psychosis Division do Institute of Psychiatry, King’s College, Londres. Sua pesquisa e atuação profissional envolvem a psicologia clínica, a neurociência e as práticas contemplativas. Ela ministra treinamento sobre as intervenções baseadas na Atenção Plena em entidades públicas e privadas de vários países. Criou o Body in Mind Training, programa implementado especificamente para populações com distúrbios psiquiátricos mais severos. Presta consultoria a escolas que desejam incluir treinamento atencional, emocional e social ao currículo através dos programas MindUp e Roots of Empathy. Desenha e implementa projetos de pesquisa internacionalmente. É instrutora qualificada de artes marciais e Tai Chi, tendo sido premiada em competições internacionais.



Dia 17, sábado, das 9h30 às 11h30
Palestra Pública de Sua Santidade o Dalai Lama dirigida a todos os interessados.
Convivência Responsável e Solidária.
Local: Pavilhão Oeste do Parque das Convenções do Anhembi
Av. Olavo Fontoura 1.209 - entrada pelo portão 38 – São Paulo, SP
Entrada franca (necessária a inscrição prévia)

A forma como vemos o mundo a nosso redor e os outros, o modo como interpretamos as circunstâncias e os eventos que acontecem à nossa volta podem definitivamente afetar a forma como reagimos a esse entorno, ao nosso mundo e a seus problemas. Esta é nossa perspectiva fundamental. E creio que isto se relaciona diretamente com nossa capacidade para superar problemas e cultivar a felicidade. Para fazer frente às transformações do mundo contemporâneo, acredito que os seres humanos terão que desenvolver um maior sentido de responsabilidade universal. Cada um de nós terá de aprender a trabalhar não apenas para si, sua família ou país, mas em benefício de toda a humanidade. A responsabilidade universal é a verdadeira chave para a sobrevivência humana.


Dia 17, sábado, das 13h30 às 15h30
Palestra de Sua Santidade o Dalai Lama baseada em textos tradicionais budistas.
Cultivando Emoções Construtivas
Local: Golden Hall do São Paulo World Trade Center.
Avenida das Nações Unidas, 12.551 - Brooklin Novo - São Paulo, SP

Conforme os ensinamentos budistas, os estados mentais positivos são aqueles que propiciam serenidade, confiança e felicidade. Os negativos, ou destrutivos, provocam perturbações que não atingem apenas a nós, mas igualmente aqueles que estão à nossa volta, tornando-se, na maioria das vezes, fonte de sofrimento desnecessário. Educar-nos a fim de minimizar as emoções destrutivas requer superar comportamentos e padrões de reação automatizados. A implementação de meios hábeis e práticas meditativas para cultivar os antídotos necessários pode reverter os efeitos negativos de nossas reações a eventos inquietantes. A fim de cultivar a compaixão e a sabedoria – meios exemplares do desenvolvimento interior – precisamos determinação e autoconfiança, cujos frutos não apenas beneficiarão a nós, mas igualmente a todos aqueles com quem compartilhamos nossos dias. Não há maior conquista do que uma mente pacificada e um coração apaziguado.

Maiores informações e inscrições: http://www.dalailama.org.br

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Location:Sao Paulo,Brazil

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