segunda-feira, 30 de maio de 2011

Palestra e Retiro com Venerável Uttaranyana Sayadaw




O Venerável Dr. Uttaranyana Sayadaw é o atual abade do Birmingham Buddhist Vihara da Grã-Bretanha. Nasceu em Myanmar (Birmânia) em 1949 e estudou o Buddhismo desde sua infância sob a tutela de vários monges eruditos eminentes. Graduou-se nos exames superiores de estudos das escrituras e foi agraciado com os prestigiados títulos de Sasanadhaja Dhammacariya (1972) e Sasanadhaja Siripavara-Dhammacariya (1975). Sua gradução universitária foi pela Yangon University em 1986.

Em 1992, foi para a Índia para mais estudos e lá obteve os graus de M.A. (1994), M.Phil e Tibetan Diploma (1995), PhD (Samgha and Royalty/1998) pela Delhi University. Permaneceu também no Mahasi Meditation Centre em Yangon por três anos (1984 / 1986) como meditante e instrutor de meditação. Trabalhou no State Pariyatti Sasana University em Mandalay de 1986 a 1992 como Registrar, Professor de Literature de Myanmar e Secretário do Conselho Administrativo e Acadêmico.

Em 1999 trabalhou na Theravada Buddhist Missionary University em Yangon como Dean de Meditação (Patipatti) da Faculdade e Secretário do Text Book Committee até 2003. O governo de Myanmar conferiu a ele os títulos religiosos de Mahaganthavacaka Pandita (1992) e Aggamahaganthavacaka Pandita (2002) por suas atividades acadêmicas. Neste ano de 2011, Bhante Uttaranyana foi agraciado com o alto título acadêmico de Agga Mahapandito (grande erudito).

Ele agora ensina Majjimanikaya, Gramática Pali, Abhidhamma e meditação Vipassana no Birmingham Buddhist Vihara,UK; e é atualmente um dos responsáveis pelo curso de estudos superiores da Universidade de Birmingham.

Centro de Estudos Buddhistas Nalanda

Belo Horizonte | São Paulo | Curitiba | Aracaju | Porto Alegre
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Locais de Prática

O grupo do Nalanda em Belo Horizonte tem reuniões regulares todas as segundas e quartas-feiras, a partir das 19h30.
Os grupos do Nalanda em São Paulo se reúnem
no bairro do Brooklin Paulista todas as quartas-feiras, a partir das 20h00.
no bairro do Sumaré todas as segundas-feiras, a partir das 20h30.
O grupo do Nalanda em Curitiba tem reuniões regulares todos os sábados às 08h30 da manhã.
O grupo do Nalanda em Aracaju se reúne Rua Edison Ribeiro, 138 – Salgado Filho, Aracaju - SE, todas as quartas-feiras, a partir das 19h30.
O grupo do Nalanda em Porto Alegre/Camaquã tem reuniões regulares e alternadas todos os sábados às 08h30 da manhã.
Todos são muito bem-vindos a participar.



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terça-feira, 8 de março de 2011

Originação Dependente (Roda da Vida)




A Lei da Originação Dependente

Uma vez que a Consciência de re-ligação ocorreu, a vida começa mais uma vez. Dependendo da Consciência, surge Mente e Matéria, ou seja, um novo ‘ser’ nasce. Por haver Mente e Matéria, surgem os seis Órgãos Sensoriais (o sexto sentido é a própria mente). Com o surgimento dos Órgãos Sensoriais, surge o Contato. Contato com o quê? Contato com as visões, sons, cheiros, sabores, objetos táteis e objetos mentais.

Essas visões, sons, cheiros, sabores, objetos táteis e objetos mentais podem ser belos, prazerosos e tentadores. Por outro lado, eles podem ser feios e repugnantes. Portanto, dependendo do Contato surgem as Sensações: sentimentos que são agradáveis, desagradáveis ou neutros. Por causa desses sentimentos, as leis de atração (cobiça) e repulsão (aversão) são colocadas em movimento. Os seres são naturalmente atraídos por objetos agradáveis e repelidos por objetos desagradáveis. Como um resultado das Sensações, o Desejo surge. Uma pessoa deseja e tem sede por formas que são belas e tentadoras; por sons que são belos e tentadores; sabores, cheiros, toques e objetos que a mente considera belos e tentadores. Desses Desejos, ele ou ela desenvolve um forte Apego aos objetos desejáveis (ou fortemente rejeita o objeto repulsivo). Agora devido a esse Apego e agarrar, a próxima vida é condicionada e surge o Vir-a-Ser. Em outras palavras, o processo de Vir-a-Ser é colocado em movimento pelo Apego.

O próximo elo nessa cadeia da Originação Dependente é que o Vir-a-Ser condiciona o surgimento do Nascimento. E, finalmente, dependente do Nascimento surge o Envelhecimento e a Morte, seguida pelo Pesar, Lamento, Dor, Tristeza e Desespero.

http://noqueosbuddhistasacreditam.wordpress.com


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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O Buddha Existe Após Sua Morte ?

A pergunta: “O Buddha existe após Sua morte ou não” não é uma nova questão. Ela já havia sido feita ao Buddha.

Quando um grupo de ascetas fez a mesma pergunta a certos discípulos do Buddha, eles não conseguiram obter uma resposta satisfatória. Anuradha, um discípulo, se aproximou do Buddha e contou a Ele sobre a conversa. Considerando a capacidade de entendimento dos questionadores, o Buddha usualmente mantinha o silêncio para tais questões. Nessa ocasião, porém, o Buddha explicou a Anuradha da seguinte forma:

“Ó Anuradha, o que você pensa, a forma (rupa) é permanente ou impermanente?”
“Impermanente, Senhor”.
“O que é impermanente é doloroso ou prazeroso?”
“Doloroso, Senhor”.
“É apropriado considerar o que é impermanente, doloroso e sujeito à mudança como: ‘Isto é meu; isto sou eu, esta é minha alma ou substância permanente?”
“Não é apropriado, Senhor”.
“O sentimento é permanente ou impermanente?”
“Impermanente, Senhor”.
“O que é impermanente é doloroso ou agradável?”
“Doloroso, Senhor”.
“É apropriado considerar o que é impermanente, doloroso e sujeito à mudança como: ‘Isto é meu; isto sou eu, esta é minha alma?”
“Não é apropriado, Senhor”.
“São as percepções, tendências formativas e consciência, permanentes ou impermanentes?”
“Impermanentes, Senhor”.
“O que é impermanente é doloroso ou agradável?”
“Doloroso, Senhor”
“É apropriado considerar o que é impermanente, doloroso e sujeito à mudança como: ‘Isto é meu; isto sou eu, esta é minha alma?”
“Não é apropriado, Senhor”.
“Portanto, qualquer forma, sentimento, percepção, tendências formativas, consciência, que já existiram, existirão e que agora estão conectadas a si mesmo ou a outros, grosseiras ou sutis, inferiores ou superiores, longes ou perto; todas as formas, sentimentos, percepções, tendências formativas e consciência devem ser consideradas pelo conhecimento correto dessa forma: ‘Isto não é meu, isto não sou eu; esta não é minha alma’. Tendo visto assim, um discípulo nobre e instruído se desencanta com a forma, sentimento, percepção, tendências formativas e consciência. Se tornando desencantado, ele controla sua paixão e subsequentemente as descarta”.
“Estando livre da paixão, ele se emancipa e o insight surge nele: ‘Estou emancipado’. Ele compreende: ‘O nascimento foi destruído, vivo a vida santa e fiz o que tinha que ser feito. Não há mais nascimentos para mim”.
“O que você pensa, Anuradha, você considera a forma como um Tathagata?”
“Não, Senhor”.
“Ó Anuradha, qual é sua visão, você vê um Tathagata na forma?”
“Não, Senhor”.
“Você vê um Tathagata separado da forma?”
“Não, Senhor”.
“Você vê um Tathagata nos sentimentos, percepções, tendências formativas e consciência?”
“Não, Senhor”.
“Ó Anuradha, o que você pensa, você considera o que é sem forma, sentimento, percepção, tendências formativas e consciência como um Tathagata?”
“Não, Senhor”.
“Agora, Anuradha, uma vez que um Tathagata não é encontrado nessa própria vida (porque o corpo físico não é Tathagata), é apropriado para você dizer: ‘Este nobre e supremo indicou e explicou estas quatro proposições:
Um Tathagata existe após a morte;
Um Tathagata não existe após a morte;
Um Tathagata existe e ainda não existe após a morte;
Um Tathagata nem existe nem não existe após a morte?’”
“Não, Senhor”.
“Bem e certo, Anuradha. Antes e agora também Eu exponho e indico somente a verdade sobre o Sofrimento e a cessação do Sofrimento” (Anuradha Sutta – Samyutta Nikaya).

O diálogo acima entre o Buddha e Anuradha pode não satisfazer várias pessoas, uma vez que não satisfaz a mente inquiridora daqueles que buscam por respostas de um ponto de vista materialista. A Verdade Absoluta (o Dhamma) é tal que não dá satisfação para a emoção e para o intelecto. A Verdade acontece de ser a coisa mais difícil para as pessoas compreenderem. Ela apenas pode ser totalmente compreendida pelo Insight que transcende a lógica. O Estado de Buddha é a corporificação de todas as grandes virtudes e da suprema iluminação. Esse é o motivo porque o Buddhas que podem iluminar outros são muito raros nesse mundo.

Original: http://noqueosbuddhistasacreditam.wordpress.com/

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